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Cultura da Batata: pragas e doenças

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Prefácio:

Pela longa e fascinante história que este tubérculo teve, em um pequeno lapso de tempo, vale a pena ser relatada. Começando pela sua origem, sul americana e não inglesa conforme inúmeras pessoas acham. Seu centro de origem é a região andina, ao redor do lago Titicaca no Peru, na língua quíchua: papa. O termo batata inglesa foi adotado no Brasil por ocasião da construção das ferrovias, pois a maioria dos trabalhadores eram ingleses, e para diferenciar de nossa batata doce, passaram a chamá-la batata inglesa ou batatinha.
Esta era consumida por povos andinos a mais de 7000 anos. Nesta região de temperaturas frias, poucas plantas garantiam o sustento das pessoas e a batata era primordial. A forma encontrada para seu consumo consistia no chuño, tubérculos colocados ao relento para que as geadas os congelassem e posteriormente desidratassem ao Sol, podendo ser armazenados por longos períodos sem perder suas características nutricionais.
Com a chegada dos conquistadores espanhóis, foi “saqueada” assim como todas as outras riquezas, o ouro, a prata e objetos de valor. A busca por alimentos foi sem dúvida uma das razões das grandes viagens “exploratórias”. Das Américas, os europeus levaram inúmeras riquezas, mas nenhuma delas se comparará à batata e outros vegetais, como o tomate, o milho, o feijão, a pimenta, o tabaco e tantas outras riquezas botânicas. Há quem diga que todo o ouro levado das Américas tem um valor ínfimo, se compararmos com a importância da batata no mundo atual. Foi levada para a Europa em 1570, e começou a ter papel importante como alimento em meados de 1700, graças aos camponeses que a tinham como alimento básico somado ao leite. Em pouco mais de dois séculos a xiv batata se tornou um dos alimentos mais importantes da humanidade. Atualmente a batata somente perde em área plantada para as culturas de milho, trigo e arroz. Ressaltando que, quase a totalidade da batata plantada no mundo é usada na alimentação humana, diferente dos já citados grãos utilizados na alimentação animal.
A batata levada pelos espanhóis possivelmente era a espécie Solanum tuberosum subp. andigena e tinha adaptação ao seu local de origem e, desta forma, as primeiras plantas obtidas não produziram o esperado devido a sua adaptação a dias curtos. Iniciou-se então um processo de seleção, onde obtiveram uma planta que produzia tubérculos em condições de dia longo, típico do verão europeu, criando assim a batata doméstica ou como é conhecida cientificamente, Solanum tuberosum.
Discriminada inicialmente, a população se recusava a consumir um alimento tão estranho e não mencionado na bíblia. Portanto, não era um alimento para os cristãos. Além disto, a planta de batata se assemelhava a outra extremamente venenosa, a beladona, ambas da mesma família botânica. No entanto, a falta de alimento na Europa se acentuava mais quando as safras de grãos sofriam com o excesso de chuvas durante o cultivo. Notou-se que era mais fácil cozinhar batatas que assar pão, o principal alimento da época, principalmente diante da crise onde faltava lenha e carvão.
Apesar dos preconceitos, as circunstancias da época fizeram com que gradativamente a batata fosse elevada a principal alimento dos europeus. Os governantes da época viram grandes benefícios ao adotar a batata como alimento. Locais onde o tubérculo era frequentemente consumido, se observava um grande número de crianças saudáveis. Na época das invasões, enquanto os campos de cereais eram queimados pelos inimigos, a batata ficava protegida pelo solo, onde poderia suportar injúrias como a passagem de tropas, não afetando os tubérculos. Quando as colheitas de trigo eram insuficientes, a batata era capaz de suprir e alimentar as pessoas de uma maneira quase que completa, fornecendo carboidratos, proteínas e vitaminas.
Estas qualidades foram postas a prova, quando em 1845-1846, houve a introdução de uma doença conhecida como requeima (Phytophtora infestans), que devastou as plantações de batata na Irlanda. Este triste evento foi conhecido como a grande fome da Irlanda, onde milhões de pessoas morreram de desnutrição e uma grande parte sobrevivente migrou para outros países.
No Brasil a batata não tem a mesma importância. O nosso habito alimentar varia outras fontes de carboidratos, deixando a batata como alimento secundário. Com a atual crise dos alimentos este conceito poderia ser mudado. Assim como na Europa no século XVIII, onde a fécula de batata foi adicionada ao trigo para reduzir o custo do pão e aumentar a qualidade. Talvez a falta de informação sobre este alimento tão nobre, tenha levado os brasileiros a ignorar suas qualidades culinárias. Porém em viagem a outros países, impressionam-se com o sabor das batatas, onde muitos a utilizam com pele e polpa coloridas, com grande quantidade de nutrientes se comparadas às batatas tradicionais e ainda possuem propriedades anti-oxidantes, que evitam doenças como o câncer e retardam o envelhecimento. As variedades de batata diferem entre si e todas tem seu uso determinado, não se prestando para outra finalidade. Isto é um mea culpa, pois nosso consumidor valoriza a pele da batata e paga mais por algo que vai diretamente para o lixo.
Finalmente a importância deste tubérculo foi reconhecida mundialmente. O ano de 2008 foi O Ano Internacional da Batata, promovido pela FAO e outros órgãos internacionais relacionados à saúde e a alimentação.
O estudo da cultura de batata e suas doenças se iniciou no Instituto Biológico na década de 1930. Esta obra visa resgatar o legado e apresentar trabalhos desenvolvidos por uma grande equipe de Pesquisadores e colaboradores, que compõem o quadro do Instituto Biológico e difundir os esforços despendidos com esta valiosa cultura. Não só por ser o terceiro alimento consumido no mundo, mas também como importante cadeia produtiva, geradora de vários empregos diretos e indiretos, que auxiliam e movimentam o agronegócio brasileiro.
Acredito que todos os colaboradores desta obra, colocaram muito do seu conhecimento desta cultura e tentaram de uma maneira ou outra deixá-la de fácil leitura, acessível principalmente aos produtores e demais interessados para que compreendam a árdua e nobre tarefa de cultivar este tubérculo e de uma vez por todas se orgulhar e compreender a frase: “... ao vencedor, as batatas ...(Machado de Assis)”.

Boa leitura,

Pedro C. Hayashi e Fernando J. Sanhueza Salas

Ficha Técnica:
Tipo: Livro
Título: Cultura da batata: pragas e doenças
Autores: Fernando J. Sanhueza Salas e jesus G. Tofoli (Eds)
Editora: FEPAF
Assunto: Livros

APRESENTAÇÃO..................................................................................................................ii
LISTA DE FIGURAS DOS CAPÍTULOS..............................................................................xii
PREFÁCIO..........................................................................................................................xiv

1 . PRAGAS DA CULTURA DE BATATA ...................................................................................1
2 . NEMATOIDES PARASITOS DA BATATA .........................................................................45
3 . MANEJO DAS PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DE BATATA ................................60
4 . TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS NA CULTURA DE BATATA ..........75
5 . FITOVÍRUS EM BATATA ................................................................................................95
6 . DOENÇAS BACTERIANAS DA BATATA ......................................................................127
7 . DOENÇAS FÚNGICAS DA BATATA .............................................................................152
8 . “TUBÉRCULO AFILADO DA BATATA” UMA DOENÇA CAUSADA POR VIRÓIDE.......207
9 . MÉTODOS DE COLETA E ENVIO DE MATERIAL PARA ANÁLISE ..........................216

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